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A Verdadeira Oferta

A Verdadeira Oferta

“Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.” Pv. 31:20

Está em pauta hoje algo que é ciente por nós porém pouco executado: o compartilhamento dos bens. Esta verdade luta bastante com todos, nos expondo, mas acabamos por negligenciá-la ou maquiá-la.

A Bíblia conta a história de um jovem rico que se encontrou com Jesus disposto a segui-lo. Então, Jesus o questiona inteligentemente a respeito de seus valores morais, o que, ao jovem era de grande importância, visto que guardava os mandamentos desde criança. Mas Jesus diz que faltava apenas uma coisa a ele: ser generoso e não ser limitado aos bens materiais. E o desfecho da história é o seguinte:

“Ao ouvir isso, disse-lhe Jesus: ‘Falta-lhe ainda uma coisa. Venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me’.
Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico.”   Lc 18:22-23

E quanto a nós? Cantamos com os olhos fechados durante os cultos dizendo que estamos prontos e dispostos a segui-lo, pedindo para Ele nos usar como seu instrumento e não percebemos que repetimos a história do jovem rico. Quantas vezes pensamos que somos “generosos” por entregar modestas moedas nas reuniões da igreja e muitas vezes passamos “por cima” de pessoas que necessitam de alguém para simplesmente estender a mão e ofertar em suas vidas? Devemos ter em mente o que a Bíblia nos diz sobre o Templo de Deus (“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16). Logo, não há como sermos cristãos sem sermos generosos e piedosos para com os que necessitam de auxílio. Somente assim, contribuiremos verdadeiramente no Reino de Deus.

A partir disso, trago como ensinamento uma parte dos temas principais do pensamento econômico e social de um dos maiores reformadores protestantes da história, João Calvino :

” Quem nada possui não deixe de render graças a Deus e de comer seu modesto pão com alegria. Quem muito possui não use de glutonaria, de suntuosidade, de superfluidade, de orgulho e de vaidade; antes, seja em tudo moderado, e empregue seus bens em ajudar e socorrer o próximo, reconhecendo-se como quem recebeu seus bens de Deus e que deles há de um dia prestar contas. Lembremo-nos sempre da comparação que faz São Paulo entre os bens terrenos e o maná, de tal modo que o que tem em abundância use apenas o necessário para que o que nada tem não fique privado.

Em suma, assim como Jesus Cristo deu-se por nós, também comuniquemos ao próximo, com amor, as graças que recebemos, ajudando-o na sua pobreza e socorrendo-o na sua miséria. Isto é o que nos cabe fazer.” (André Biéler, O humanismo social de Calvino, p. 60)

Portanto, que façamos tudo para a glória de Deus, e que não nos prendamos às riquezas nem confiemos nelas, mas que estejamos dispostos a renunciá-las para que não nos afastemos tristes e desamparados de Cristo assim como fez o jovem rico.

Graça e Paz!

 

Meu desejo é ser um engenheiro, pastor e pregador abençoado e segundo o coração de Deus! Cristão desde criança, sempre buscando conhecer a Bíblia e aprender mais sobre Deus. Meu prazer sempre foi estudar a palavra de Deus e compartilhar o que aprendi. A partir disso, tive a oportunidade de ser colunista. Vi isso como uma forma de ser um instrumento de evangelização através dos meus textos. Espero que o nome de Jesus seja glorificado através do trabalho dos JOVENS EVANGÉLICOS (JE).

     
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