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Relacionamento vs. Responsabilidades

Relacionamento vs. Responsabilidades

Diferentemente do que já venho postando aqui no JE, hoje trarei um trecho de um livro que li há certo tempo (diga-se de passagem: é bem conhecido), cujo título é A Cabana, escrito por William P. Young. O trecho traz à tona algo que muitas vezes influenciam muitos cristãos, tanto no desempenho de seu ministério, quanto no seu relacionamento com Deus. Os personagens envolvidos são o Espírito Santo (Sarayu) e um homem bastante religioso (Mack), porém bastante desapontado com Deus devido ao assassinato de sua filhinha.

O trecho é o seguinte:

“Sarayu: - A religião usa a lei para ganhar força e controlar as pessoas de que precisa para sobreviver. Eu, ao contrário, dou a capacidade de reagir e sua reação é estar livre para amar e servir em todas as situações. Por isso, cada momento é diferente, único e maravilhoso. Como sou sua capacidade de reagir livremente, tenho de estar presente em vocês. Se eu simplesmente lhe desse uma responsabilidade, não teria de estar com vocês. A responsabilidade seria uma tarefa a realizar, uma obrigação a cumprir, algo para vencer ou fracassar.
- Usemos o exemplo da amizade e veremos que remover o elemento de vida de um substantivo pode alterar um relacionamento. Mack, se você e eu somos amigos, há uma prontidão dentro de nosso relacionamento. Quando nos vemos ou quando estamos separados, há a prontidão de estarmos juntos, de rirmos e falarmos. Essa prontidão não tem definição concreta: é viva, dinâmica, e tudo que emerge do fato de estarmos juntos é um dom único que não é compartilhado por mais ninguém. Mas o que acontece se eu mudar “prontidão” por “expectativa”, verbalizada ou não? Subitamente a lei entra no nosso relacionamento. Agora você espera que eu aja de um modo que atenda às suas expectativas. Nossa amizade viva se deteriora rapidamente e se torna uma coisa morta, com regras e exigências. Não tem mais a ver com nós dois, mas com o que os amigos DEVEM fazer ou com as RESPONSABILIDADES de um bom amigo.

Verbos e Outras Liberdades – Cap. 14″

Segundo meu parecer, isso é algo que todos os cristãos deveriam compreender. Que o nosso relacionamento com o Espírito Santo não está embasado numa responsabilidade que é nos encarregada, gerando uma expectativa por parte Dele, repleta de deveres e regras. Mas pelo contrário, o que o Senhor nos preparou foi um relacionamento dinâmico e cheio de vida com o Espírito Santo.

Posso perceber em muitas ocasiões o quanto algumas pessoas se deixam ser moldadas pelo seu instinto religioso. Ficando travadas e limitadas a um evangelho raso, composto por deveres, regras, e algumas normas de conduta. Acreditando eles que de algum modo, Deus aguarda pelo reto cumprimento de todas as suas imposições.

No entanto, podemos perceber que nas amizades terrenas há uma certa prontidão em amar e servir o amigo, há um desejo de revê-lo quando se fica um tempo distante. E quando o encontra, há alegria, paz, harmonia e satisfação em estar perto dele novamente. E este é o  relacionamento que o Espírito Santo deseja que tenhamos com Ele. Um relacionamento livre e espontâneo, repleto de gozo, paz e harmonia. Não se baseando em regras e expectativas, mas firmado na liberdade, no amor e na confiança. Assim como fez Abraão, que foi chamado de Amigo de Deus.

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” Tg 2:23

Portanto, o convite que eu faço no texto de hoje é o seguinte: Dinamize seu relacionamento com o Espírito Santo. Não fique limitado às simples e rasas experiências religiosas. Desempenhe seu ministério por amor à obra e não para cumprir e atender a alguma expectativa ou exigência. Busque se encontrar e efetivar a amizade e o amor entre você e Deus, pois é somente assim que o vazio da alma do homem é preenchido.

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” 2 Co 3:17

Graça e Paz!

Meu desejo é ser um engenheiro, pastor e pregador abençoado e segundo o coração de Deus! Cristão desde criança, sempre buscando conhecer a Bíblia e aprender mais sobre Deus. Meu prazer sempre foi estudar a palavra de Deus e compartilhar o que aprendi. A partir disso, tive a oportunidade de ser colunista. Vi isso como uma forma de ser um instrumento de evangelização através dos meus textos. Espero que o nome de Jesus seja glorificado através do trabalho dos JOVENS EVANGÉLICOS (JE).

     
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